Fitbit Edge é oficial: US$ 180, tela AMOLED e bateria trocável
Por Marcio Santos · 18/10/2026 · 4 min de leitura · Categoria: Newsletter
Lembra do teaser que a Google soltou antes do evento? Pois virou produto. O Fitbit Edge foi apresentado em 12 de outubro por US$ 179,99 (cerca de R$ 920 na conversão direta), está em pré-venda e chega às lojas em 27 de outubro. Existe ainda uma edição Stephen Curry, por US$ 219,99.
O que me chamou a atenção não foi a tela. Foi a bateria substituível, algo inédito num Fitbit. Num mercado em que o relógio vira lixo eletrônico quando a bateria degrada, trocar só a bateria é uma mudança de postura que eu não esperava da Google.
O que o Fitbit Edge entrega na prática
Resposta direta: é um rastreador de pulso com tela AMOLED always-on de 1,34 polegada, GPS, ECG, SpO2 e sensor de temperatura da pele. Não roda Wear OS e não é um Pixel Watch, mas cobre treino e saúde com bateria de até uma semana.
Ponto 1: corpo fino e leve
São 11,5 mm de espessura e 17,7 g, em alumínio reciclado, com resistência 5ATM e IP68. Dá pra usar na piscina e dormir com ele sem sentir o peso, e esse é o ponto de quem compra rastreador em vez de relógio.
Ponto 2: treino com GPS e mais de 50 modos
São mais de 50 modos de exercício, com orientação em tempo real, zonas de frequência cardíaca e parciais. O reconhecimento automático detecta até 100 tipos de atividade, incluindo tarefas de casa e passeio com carrinho de bebê, segundo a Google. A tela mostra ainda rotas do Google Maps, notificações com respostas rápidas e controle de música.
Ponto 3: saúde com assinatura no meio
O Edge traz ECG no pulso, SpO2, frequência cardíaca contínua e sensor de temperatura para recuperação noturna. Os recursos de Health Guardian (tendências de pressão arterial e resistência à insulina, alertas de frequência alta ou baixa) e o Coach dependem do Google Health Premium. Vêm 3 meses grátis na compra.
Fitbit Edge vs. Charge 6: o que mudou de verdade
Resposta direta: o Edge substitui o Charge 6, e a Google encerrou a linha Charge. Ganha tela maior e bateria trocável, mas custa mais.
| Item | Fitbit Edge (novo) | Fitbit Charge 6 (anterior) | Na prática |
|---|---|---|---|
| Tela | AMOLED 1,34″, always-on | AMOLED 1,04″ | Mais informação no pulso, menos “apertar os olhos” na corrida |
| Bateria | Até 7 dias, substituível, 65 mAh | Até 7 dias, fixa | Mesma promessa, mas o Edge não vira descarte quando a bateria cansar |
| Peso e espessura | 17,7 g, 11,5 mm | Mais volumoso | Melhor para dormir e usar o dia todo |
| Preço de lançamento | US$ 179,99 | US$ 159,95 | Paga-se um pouco mais pela tela e pela bateria trocável |
- Assinatura: o Coach e o Health Guardian exigem Google Health Premium. Passados os 3 meses grátis, o recurso mais badalado vira mensalidade.
- Não é smartwatch: sem Wear OS, sem microfone e sem alto-falante. Não espere o ecossistema de apps de um Pixel Watch.
- Autonomia real: a Google fala em até 7 dias. Vazamentos anteriores à estreia indicavam cerca de 2 dias com a tela sempre ligada, e essa conta não foi confirmada pela marca. Eu só falo em número de bateria depois de testar.
- Pressão e insulina são tendências: servem para acompanhar mudanças, não para diagnóstico. E ainda não sei se esses recursos chegam ao Brasil.
E no Brasil? O que você precisa saber
Resposta direta: por enquanto, o Fitbit Edge não tem lançamento oficial no Brasil. Quem quiser terá de importar, sem garantia local garantida.
- Lançamento oficial: sem previsão, segundo a cobertura brasileira do anúncio.
- ANATEL: não encontrei homologação para o modelo. Sem ela, nada de venda oficial por aqui.
- Preço estimado: US$ 179,99 dá cerca de R$ 920 na conversão direta. Com imposto de importação e frete, o valor final tende a ser maior. Não tenho um preço em reais confirmado.
- eSIM e operadoras (Vivo, Claro, TIM): nas especificações divulgadas não aparece LTE nem eSIM. É um rastreador que depende do celular.
- Apps nacionais: pagamento por aproximação com Itaú ou Nubank e sincronização com o Strava Brasil não foram confirmados para o Edge. Não compre contando com isso.
Perguntas rápidas sobre o Fitbit Edge
Funciona com iPhone? Sim. O Edge conecta por Bluetooth 5.4 a celulares Android e iOS e usa o app Google Health.
Quanto tempo leva para carregar? A Google diz que cinco minutos de carga rendem um dia de uso.
Substitui o Fitbit Air? Não. O Air, de US$ 99, não tem tela. O Edge fica no meio do caminho entre ele e o Pixel Watch 5, de US$ 399.
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O Veredito do Marcio
Ainda não testei o Edge, então este é um veredito de quem acompanha o mercado há mais de 10 anos, e não de quem passou 15 dias com ele no pulso. A ficha é boa: tela AMOLED, GPS, ECG e bateria trocável por US$ 180.
Vale esperar se você é do time Android ou iPhone e quer um rastreador com tela, sem a complexidade de um smartwatch. Não vale a pressa se você está no Brasil: sem lançamento oficial, sem ANATEL e sem garantia local, a importação cobra caro. Prefere resolver agora? Compare com as marcas que já têm assistência por aqui.
Fonte: Canaltech, com dados complementares de Droid Life e GSMArena. Informação confirmada oficialmente pela Google.










