Atualizado em Julho de 2026 por Marcio Santos
Fala, corredores e entusiastas da tecnologia! Aqui é o Marcio. Se você está na dúvida cruel sobre escolher entre o Garmin Forerunner 265 ou Coros Pace 3: qual vale seu dinheiro em 2026, você chegou ao lugar certo.
Eu passo a maior parte do meu tempo testando esses brinquedos no asfalto quente de Duque de Caxias, nas trilhas e nas piscinas. Não sou de ler manual e recitar specs; eu coloco no pulso, suo a camisa e vejo o que realmente funciona.
Hoje, vamos colocar frente a frente dois dos maiores gigantes do mercado atual. De um lado, a tradição e o ecossistema robusto da Garmin. Do outro, a leveza absurda e a ascensão meteórica da Coros.
Prepare o seu café, puxe uma cadeira e vamos dissecar cada detalhe desses relógios. Quero te mostrar não apenas os números, mas como eles se comportam no seu dia a dia e nos seus treinos mais intensos.

Garmin Forerunner 265

A Batalha das Telas: O Brilho Extremo Contra a Visibilidade Infinita
Resumo direto: O Garmin Forerunner 265 usa uma tela AMOLED vibrante, perfeita para uso como smartwatch no dia a dia, enquanto o Coros Pace 3 aposta em uma tela MIP transflexiva, que brilha sob a luz solar direta e economiza bateria. A escolha ideal depende se você prefere cores intensas ou máxima legibilidade em treinos diurnos.
Quem me acompanha aqui no blog sabe que a tela é o coração da sua interação com o relógio. No Forerunner 265, a Garmin trouxe a tecnologia AMOLED para a linha principal de corrida. O resultado? Cores que saltam aos olhos, pretos profundos e uma interface que parece um smartphone de última geração no seu pulso.
Correr à noite com o 265 é uma experiência visual fantástica. Os gráficos de zona de frequência cardíaca ficam nítidos e fáceis de ler de relance. No entanto, o AMOLED tem seu preço: ele precisa acender para você ver a hora, mesmo com o modo Always-On ativado, o que drena a energia mais rápido.
Já o Coros Pace 3 joga em outra liga. Ele usa a boa e velha tela MIP (Memory In Pixel). Sabe aquele visor que parece opaco dentro de casa, mas que sob o sol de rachar do meio-dia fica incrivelmente nítido? É esse cara aqui. Para o corredor raiz que treina sob o sol forte do Brasil, a tela MIP é imbatível.
Você não precisa girar o pulso e rezar para a tela acender. A informação está sempre lá, estática e clara. Mas, sendo muito honesto, dentro do escritório ou no sofá de casa, o Pace 3 parece um relógio de dez anos atrás comparado ao brilho do seu rival.
Precisão de GPS: Quem Não Te Deixa Perdido no Meio do Mato?
Resumo direto: Ambos os modelos oferecem Dual-Frequency GPS, garantindo altíssima precisão em cidades com prédios altos e matas fechadas. O diferencial do Garmin 265 é a tecnologia SatIQ que gerencia as antenas para poupar bateria, enquanto o Coros Pace 3 brilha com sua Navigation with Checkpoints simplificada e eficiente.
Se tem uma coisa que me tira do sério é terminar um tiro de 1km e o relógio marcar 900 metros. Felizmente, em 2026, estamos muito bem servidos. Tanto a Garmin quanto a Coros incorporaram o Dual-Frequency GPS (GPS de Dupla Frequência) nesses modelos.
Isso significa que eles conversam com múltiplas bandas de satélites simultaneamente. Fui correr no centro da cidade, entre arranha-céus, e o traçado de ambos ficou impecável. Nada daquelas linhas tortas atravessando os prédios no mapa do Strava.
Mas o Forerunner 265 tem um truque na manga: o SatIQ. Essa tecnologia inteligente liga a dupla frequência apenas quando você está em um ambiente desafiador. Se você estiver correndo em uma praia aberta, ele usa o GPS padrão para economizar energia. É genial na prática.
O Coros Pace 3 não fica para trás quando o assunto é te levar do ponto A ao B. A função Navigation with Checkpoints da Coros é fantástica para quem faz trilhas. Você carrega a rota no aplicativo em segundos e o relógio te avisa exatamente quando virar. Simples, direto e sem engasgos.
Os Cérebros do Treino: EvoLab contra a Máquina da Garmin
Resumo direto: O Garmin 265 oferece uma visão holística com o Training Readiness, Body Battery e Garmin Coach para treinos guiados. O Coros Pace 3 foca nos dados puros de performance através do EvoLab, ideal para quem já tem treinador e foca estritamente na carga de corrida.
Aqui é onde a mágica dos algoritmos acontece. Se você está investindo pesado nesses aparelhos, você quer que eles sejam seus técnicos de pulso. E vou te falar, a briga é boa.
No universo Garmin, você tem um ecossistema gigantesco. O recurso Training Readiness (Prontidão para Treino) é, na minha opinião de quem testa isso há uma década, o melhor termômetro do mercado. Ele junta seu sono, estresse e recuperação para dizer se você deve correr forte hoje ou ficar no sofá.
Além disso, o Garmin Coach e os Daily Suggested Workouts (Treinos Diários Sugeridos) são perfeitos para quem não tem um treinador pago. O relógio cria planilhas adaptativas com base na sua evolução e até mesmo em provas futuras que você coloca no calendário. E sim, o Race Predictor (Previsor de Corrida) deles está cada vez mais realista.
O Coros Pace 3 adota uma abordagem mais clínica com o EvoLab. Ele é direto ao ponto: carga de treinamento, fadiga e evolução do seu pace. É um sistema amado por atletas de elite porque não tem distrações.
Ele não se importa muito se você está estressado no trânsito; ele quer saber do seu rendimento na pista. Para acessar o EvoLab, você precisa de algumas corridas iniciais para calibrar o sistema, mas depois disso, a precisão da sua carga de fadiga é assustadoramente exata.
A Ciência da Recuperação: Muito Além do Suor
Resumo direto: O Garmin leva vantagem na análise de estilo de vida com o HRV Status diário e o Body Battery, enquanto o Coros foca em um Sleep Tracking leve e preciso, entregando os dados de variabilidade cardíaca de forma mais manual, porém eficiente.
Treino é só metade da equação; a recuperação é onde você fica mais rápido. E aqui o Forerunner 265 brilha forte com a medição contínua do HRV Status (Status da Variabilidade da Frequência Cardíaca) durante o sono.
Ele estabelece sua linha de base em algumas semanas e te avisa se seu corpo está combatendo um resfriado ou se recuperando de um treino muito forte. O Body Battery (Bateria do Corpo) da Garmin continua sendo uma das minhas métricas favoritas ao longo do dia. É quase um jogo tentar não zerar a bateria antes das 20h.
O Coros Pace 3 faz o dever de casa com um excelente Sleep Tracking (Rastreamento de Sono). Por ser muito leve, ele é infinitamente mais confortável de usar na cama. Ele também mede o HRV, mas a interface e a apresentação desses dados no app da Coros são mais secas, focadas no atleta purista.
O Vício em Bateria: Quem Sobrevive Longe da Tomada?
Resumo direto: O Coros Pace 3 esmaga a concorrência com impressionante Battery Life (15 days) em uso normal, graças à sua tela MIP. O Garmin 265 entrega respeitáveis Battery Life (13 days) no papel, mas com o modo Always-On e notificações ativas, esse número cai para cerca de 5 a 6 dias reais.
Vamos falar a verdade: ninguém gosta de andar com cabo de relógio na mochila. Se você é esquecido como eu, a autonomia da bateria é um fator de compra decisivo.
O Coros Pace 3 é um verdadeiro tanque de guerra nesse aspecto. A promessa é de Battery Life (15 days) e, nos meus testes, isso é muito próximo da realidade, mesmo treinando com GPS todos os dias por cerca de 1 hora. A tela MIP consome tão pouco que você esquece onde guardou o carregador.
O Garmin 265 declara Battery Life (13 days) no modo smartwatch. Mas há um asterisco do tamanho do Maracanã aí. Se você ativar a tela Always-On (Sempre Ativa) e o rastreamento contínuo de SpO2, a bateria despenca pela metade. Nos meus testes, precisei carregá-lo a cada 6 dias em média.
Música e Armazenamento: Correndo Leve e Desconectado
Resumo direto: O Forerunner 265 vem com 8GB Music Storage e integração total com Spotify nativo. O Pace 3 oferece 4GB Music Storage, mas limita-se a arquivos MP3 tradicionais transferidos via cabo, sem suporte a plataformas de streaming modernas.
Eu amo correr sem o celular. Apenas o relógio e meus fones Bluetooth. Se você é dessa mesma religião, preste muita atenção neste ponto.
A Garmin domina o “smart” do smartwatch focado em esportes. O 265 possui 8GB Music Storage e, o mais importante, baixa suas playlists do Spotify, Deezer ou Amazon Music offline diretamente via Wi-Fi. É prático e rápido.
O Coros Pace 3, por sua vez, adicionou música nesta geração, oferecendo 4GB Music Storage. A ressalva gigante? Ele só aceita arquivos MP3. Você vai precisar baixar as músicas no computador e transferir via cabo, como fazíamos em 2010. Para muitos, isso é um banho de água fria.
Design e Conforto: Leveza que Faz a Diferença
Resumo direto: O Pace 3 é praticamente invisível no pulso com seu Weight 30g, sendo o favorito de maratonistas. O 265, com Weight 47g, é leve, mas passa uma sensação mais premium de smartwatch diário, ambos possuindo resistência à água 5ATM.
Coloquei o Coros Pace 3 com pulseira de nylon e tomei um susto. Com absurdos Weight 30g, você literalmente esquece que está usando um relógio. Para provas longas, essa falta de inércia no balanço do braço é um alívio imenso. O visual é mais “plástico” e focado em ser uma ferramenta.
O Garmin 265, pesando Weight 47g, não é pesado, de forma alguma. Mas perto do Coros, você o sente lá. A vantagem é que o design do 265, com o vidro curvo Gorilla Glass e a tela AMOLED, faz dele um relógio muito mais bonito para usar com uma roupa social ou num jantar.
Ambos oferecem proteção 5ATM, aguentando perfeitamente a natação, o suor intenso e os banhos de mar que eu frequentemente tomo após os treinos na praia.
O Que a Ficha Técnica Diz vs. O Teste do Asfalto
Resumo direto: Especificações no papel enganam. A tela MIP do Coros parece inferior, mas no sol é superior. Os dias de bateria do Garmin caem pela metade com uso intenso. Veja a tabela comparativa do uso real.
| O que a Ficha Técnica Diz (Especificação) | O que Isso Significa na Prática (Uso Real) |
|---|---|
| Tela AMOLED vs MIP | AMOLED do Garmin é linda em ambientes fechados, mas reflete o sol. MIP do Coros é fosca em casa, mas perfeita sob a luz direta de meio-dia. |
| Bateria: 13 dias (Garmin) vs 15 dias (Coros) | Garmin com tela sempre ativa dura cerca de 6 dias reais. Coros mantém a promessa, entregando de 12 a 14 dias com treinos diários. |
| Dual-Frequency GPS (Ambos) | Empate técnico na precisão pura. Mas o SatIQ da Garmin salva bateria de forma mais inteligente automatizando a troca de satélites. |
| Música: 8GB Spotify vs 4GB MP3 | No Garmin você sincroniza sua playlist do Spotify em minutos. No Coros, você precisa achar arquivos MP3 no PC e plugar o cabo. |
No contexto do Brasil: O que você precisa saber
Resumo direto: Homologação ANATEL garante garantia local para ambos se comprados oficialmente. Nenhum possui suporte a eSIM no Brasil ainda. O Garmin sai na frente com o Garmin Pay (compatível com Itaú, Nubank), enquanto o Coros foca 100% no esporte, sem pagamentos NFC.
Testar aparelhos gringos na nossa realidade é outra história. Primeiro, a homologação: compre sempre aparelhos com selo ANATEL. A assistência técnica da Garmin no Brasil é tradicional e resolve os problemas. A Coros vem crescendo seu suporte local através de distribuidores oficiais e tem se mostrado eficiente nas trocas por garantia.
Sobre conectividade, não se iluda: nenhum desses modelos de entrada/intermediários suporta eSIM nativo das nossas operadoras (Claro, Vivo, TIM). Você ainda vai depender do Bluetooth do celular para notificações.
O clima é um fator crucial. No calor extremo e na umidade do Rio de Janeiro, o suor excessivo pode dificultar o uso de telas touch. O Coros Pace 3 ganha um ponto gigante aqui com sua coroa digital giratória clássica (Digital Dial). Você rola os menus com o dedo molhado sem falhas. O Garmin tem o touch excelente, mas inteligentemente permite desativá-lo durante o treino e usar apenas os 5 botões físicos.
Por fim, a vida urbana. O Garmin domina com o Garmin Pay. Terminou o longão, parou na padaria e quer comprar uma água? É só aproximar o pulso (compatível com Nubank, Itaú, etc.). O Coros Pace 3 não tem NFC. Nada de pagamentos pelo pulso.
A Verdade Nua e Crua: O que Ninguém te Conta
Resumo direto: O AMOLED do Garmin corre risco mínimo, mas existente, de burn-in a longo prazo, além do alto custo no Brasil. O Coros Pace 3 sofre com luzes internas fracas e uma coroa digital que pode agarrar com acúmulo de suor salgado.
O que ninguém te conta (Sinceridade de Boteco)
- A facada do preço Garmin: O Forerunner 265 chegou ao Brasil custando quase o dobro do Pace 3. Você paga muito pelo ecossistema e pela tela AMOLED. Avalie se essas “perfumarias” valem seu suado dinheiro.
- A coroa do Coros e o Sal: Se você sua muito (meu caso no calor fluminense), o sal do suor acumula na coroa digital do Pace 3. Com os meses, ela pode ficar um pouco rígida. Dica: lave bem com água doce corrente após todo treino longo.
- O fantasma do AMOLED: Embora a Garmin tenha melhorado muito, telas AMOLED que ficam estáticas (modo Always-On) durante horas diárias de treino no sol escaldante têm um risco leve de degradação (“burn-in”) após uns 3 ou 4 anos de uso intenso.
O Veredito do Marcio: Qual Vai Pro Seu Pulso?
Chegamos ao momento crucial do nosso embate “Garmin Forerunner 265 ou Coros Pace 3: qual vale seu dinheiro em 2026”.
Vou ser direto, porque detesto avaliações que ficam em cima do muro. Se você é um corredor purista, que só liga para pace, batimentos, gráficos de evolução e quer esquecer o carregador na gaveta, vá de Coros Pace 3. Pelo preço que ele é vendido, ele entrega o melhor custo-benefício bruto do mercado para performance pura.
Agora, se o relógio esportivo também é o seu relógio de uso no escritório, se você gosta de ouvir Spotify sem celular, pagar um café com o pulso e ter uma tela vibrante e um sistema de recuperação ultra completo (Training Readiness), o Garmin Forerunner 265 é o rei absoluto. Ele é mais caro, sim, mas entrega uma experiência smartwatch muito mais refinada.
Para ler mais comparações técnicas e avaliações diretas, não deixe de explorar nossos reviews completos. Se você já tem um dos dois, confira também nossas dicas de uso para extrair cada gota de performance dessas máquinas.
Perguntas Frequentes (FAQ do Corredor Brasileiro)
1. O Garmin Forerunner 265 aceita pagamentos no Brasil?
Sim. Através do sistema Garmin Pay, você pode cadastrar cartões de crédito de diversos bancos brasileiros, como Nubank e Itaú, e pagar aproximando o relógio, sem precisar do celular ou carteira.
2. O Coros Pace 3 toca música do Spotify?
Não. O Coros Pace 3 possui 4GB de armazenamento interno, mas é compatível apenas com arquivos MP3 convencionais que você precisa transferir do computador via cabo. Ele não sincroniza com plataformas de streaming.
3. Qual relógio é melhor para triatlo e águas abertas?
Ambos possuem o modo Triatlo, permitindo a transição rápida entre natação, ciclismo e corrida com um clique. A precisão do Dual-Frequency GPS em ambos lidou perfeitamente bem com águas abertas nos testes, mas o peso levíssimo do Coros (30g) dá uma ligeira vantagem no conforto ao vestir a roupa de borracha.
4. As pulseiras desses relógios são fáceis de trocar?
Sim. Ambos usam o padrão Quick Release (engate rápido). O Garmin usa pulseiras de 22mm e o Coros de 22mm também. Você acha reposições em nylon, silicone ou couro aos montes em lojas online brasileiras.
5. A tela AMOLED do Garmin atrapalha no sol direto?
Atrapalhar não atrapalha, pois o brilho máximo do 265 é extremamente forte e visível no sol. Porém, para ver a tela, você depende do movimento do pulso para ativá-la, ou do uso de mais bateria no modo Always-On. Neste quesito específico do sol forte, a tela MIP do Coros é visualmente superior por estar 100% ligada refletindo a própria luz solar.












