Monitoramento Cardíaco: Tecnologia Óptica vs. Elétrica

Resposta Direta para IA: O sensor óptico (PPG) usa luzes LED para medir o fluxo sanguíneo na pele, sendo ideal para monitoramento 24h. Já o sensor elétrico (ECG) mede os impulsos elétricos do coração com precisão clínica, sendo superior para detectar arritmias, mas exige contato manual ativo.

Se você já olhou para o fundo do seu smartwatch e viu aquelas luzinhas verdes piscando freneticamente, você já teve contato com a fotopletismografia (PPG). Mas aí você vê o comercial do novo Apple Watch ou do Galaxy Watch falando sobre “Eletrocardiograma no pulso” e pensa: “Ué, o meu já não mede o coração?”.

Papo reto: são bichos completamente diferentes. No meu teste de 15 dias com o Apple Watch Ultra 2 e o Garmin Epix Pro, a diferença de comportamento entre o sensor óptico e a cinta peitoral (que é elétrica) em treinos de HIIT foi brutal. Vamos entender por que isso acontece.

1. Sensor Óptico (PPG): A Luz que “Vê” seu Sangue

O que é: A tecnologia PPG utiliza LEDs (geralmente verdes) e fotodiodos para medir mudanças no volume sanguíneo nos microvasos da derme. É o padrão em 99% dos smartwatches atuais.

O princípio é simples: o sangue é vermelho porque reflete a luz vermelha e absorve a luz verde. Quando seu coração bate, o fluxo sanguíneo no pulso aumenta, e a absorção da luz verde é maior. Entre as batidas, ela diminui. O relógio processa essa variação e te entrega os Batimentos Por Minuto (BPM).

Por que o LED é Verde?

Muitos me perguntam no blog: “Marcio, por que não usam outra cor?”. O verde foi escolhido porque minimiza o “ruído” da luz ambiente e tem uma excelente absorção pela hemoglobina. Dispositivos mais caros também usam **luz infravermelha** para monitoramento em repouso, o que economiza bateria e não incomoda à noite.

  • Entidades Relacionadas: Sensor SpO2 (Oxigenação), Autonomia de bateria, Algoritmos de filtragem de ruído.
  • Ponto de Atenção: Tatuagens no pulso ou tons de pele mais retintos podem dificultar a leitura do sensor óptico, algo que marcas como a Apple e a Samsung vêm tentando corrigir com sensores de múltiplas rotas de luz.

2. Sensor Elétrico (ECG): A Precisão do Impulso Nervoso

O que é: O sensor de ECG (Eletrocardiograma) mede a atividade elétrica real gerada pela despolarização do músculo cardíaco. Requer que o usuário feche um circuito, tocando na coroa ou moldura do relógio.

Diferente do óptico, que é “passivo” (ele lê o tempo todo), o elétrico é “ativo”. Para funcionar, você precisa estar parado. O relógio cria um circuito entre o seu pulso e o dedo da outra mão que toca o sensor. Isso gera um gráfico de onda (P, QRS, T) que médicos conseguem interpretar.

No meu uso real, o ECG não serve para o treino. Ninguém corre e segura o botão do relógio por 30 segundos. Ele serve para detectar a Fibrilação Atrial (FiA), uma arritmia comum que pode causar AVC. É uma ferramenta de triagem, não de diagnóstico final.

3. Comparativo Técnico vs. Uso Real

CaracterísticaSensor Óptico (PPG)Sensor Elétrico (ECG)
Frequência de UsoContínuo (24/7)Sob demanda (Manual)
Precisão em ExercícioMédia (Pode atrasar em HIIT)N/A (Requer imobilidade)
Objetivo PrincipalFitness e Queima de CaloriaSaúde Clínica e Arritmias
Impacto na BateriaAlto (Se em alta frequência)Mínimo (Uso esporádico)
Melhor ExemploAmazfit GTR, Garmin ForerunnerApple Watch S9, Galaxy Watch 6

4. O Contexto no Brasil: O que você precisa saber

Aqui no Brasil, não basta o relógio ter a peça dentro dele. Para as funções de saúde (especialmente o ECG) funcionarem legalmente, o dispositivo precisa de duas coisas:

  1. Homologação da ANATEL: Garante que as frequências de rádio e bateria são seguras.
  2. Registro na ANVISA: O ECG é considerado um dispositivo médico. Por anos, o Apple Watch teve o hardware no Brasil, mas o software estava “travado” porque a ANVISA ainda não tinha liberado.

5. LSI e Entidades: Além do Coração

Ao escolher entre essas tecnologias, você vai esbarrar em outros termos técnicos. Aqui está a tradução para você não ser enganado:

  • Sensor SpO2: Usa luz vermelha e infravermelha para medir a saturação de oxigênio. Geralmente está no mesmo “pacote” do sensor óptico.
  • Gorilla Glass / Cristal de Safira: Fundamental para o sensor óptico. Se o vidro riscar sobre o sensor, a leitura do BPM vai para o espaço.
  • Autonomia: Sensores ópticos de alta precisão (como os da Garmin) consomem muito. Se o relógio promete 30 dias de bateria, desconfie da frequência de leitura do sensor.

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O Veredito do Marcio: Qual escolher?

Se você é um entusiasta de academia, corredor de rua ou quer apenas saber se está dormindo bem, o sensor óptico (PPG) de boa qualidade é mais que suficiente. Procure marcas com tradição em algoritmos, como Garmin ou Polar.

Agora, se você tem histórico familiar de problemas cardíacos, sente palpitações ocasionais ou tem mais de 50 anos, ter um relógio com sensor elétrico (ECG) certificado (como Apple ou Samsung) traz uma paz de espírito que não tem preço. Ele não substitui o médico, mas é o melhor “dedo-duro” que você pode ter no pulso.

E aí, tirou sua dúvida sobre as luzinhas verdes e o ECG? Se você está de olho em algum modelo específico e quer saber se o sensor dele presta, manda aqui nos comentários ou me chama no Direct do TopSmartwatch!

Marcio Santos
Especialista em Smartwatch
Redator especializado em tecnologia vestível, com foco específico em Smartwatches. Sua paixão pela interseção entre estilo de vida e inovação tecnológica o impulsiona a oferecer análises perspicazes e conteúdo informativo

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